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Governo federal atualiza preços mínimos de 17 produtos extrativos para a safra 2027

Macaúba no Centro-Oeste e Sudeste teve reajuste de 106,45%, enquanto a castanha-do-Brasil registrou alta de 94,82% no Norte e em Mato Grosso

11:12

Foto: Pexels/João Pavese
Foto: Pexels/João Pavese
O Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atualizou os preços mínimos de 17 produtos extrativos contemplados pelo Programa de Valorização da Sociobiodiversidade e do Extrativismo (Sociobio Mais) para a safra de 2027.

Os valores foram calculados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e estabelecidos pela Portaria nº 965, publicada nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União (DOU). A medida terá validade de janeiro a dezembro do próximo ano.

Os maiores reajustes percentuais foram aplicados à macaúba, nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, com alta de 106,45%, e à castanha-do-Brasil, no Norte e em Mato Grosso, com aumento de 94,82%.

Outros dois produtos também tiveram correções superiores a 50%: o pequi, com reajuste de 66,67% em todas as regiões produtoras, e a piaçava no Norte, com elevação de 58,24%. Para a piaçava, a portaria também estabeleceu uma nova divisão regional de preços, separando as referências do Norte e do Nordeste.

Entre os demais produtos, os reajustes se aplicam à borracha natural (39,32%), ao pinhão (até 33,69%), ao pirarucu de manejo (32,77%), ao babaçu (30,71%), à andiroba (24,13%), ao murumuru (21,85%) e à baru (9,52%). Já o açaí, o buriti no Norte, o cacau em estados da região Norte e a juçara no Sudeste mantiveram os preços mínimos de 2026.

Fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os preços mínimos buscam garantir remuneração aos extrativistas e reduzir oscilações de renda nas cadeias produtivas ligadas à conservação dos biomas brasileiros. A tabela completa, com valores por produto e localização, está disponível na Portaria MAPA nº 965.

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